Dia da Internet Segura 2012

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

V CONGRESSO NACIONAL DE CONSELHOS TUTELARES


ACONTECE INFORMA QUE AINDA DISPOMOS DE 11 VAGAS PARA O CONGRESSO NACIONAL DE CONSELHOS TUTELARES QUE SERÁ REALIZADO DE 16 À 20 DE NOVEMBRO EM LUZIÂNIA-GO. PARA MAIS DETALHES ENTRE EM CONTATO DIRETO COM O NOSSO PRESIDENTE EULÓGIO NETO ATÉ O DIA 20 DE OUTUBRO ATRAVÉS DOS TELEFONES (85) 9941.2010 / 8860.3310. NÃO PERCA TEMPO E CONFIRME AINDA HOJE SUA PRESENÇA NO MAIOR E MELHOR EVENTO NACIONAL DE CONSELHEIROS TUTELARES DO ANO DE 2010.

sábado, 16 de outubro de 2010

12 de outubro também é Dia Nacional de Luta por Creches

Por Oficina de Imagens

O dia 12 de outubro comemora o Dia das Crianças, além de festejar o dia de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil. Mas o que pouca gente sabe é que na mesma data também se comemora o Dia Nacional de Luta por Creches. Atualmente, somente 20% das crianças de 0 a 3 anos estão em creches no Brasil, de acordo com um levantamento da Fundação Abrinq baseado em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009. O número é bem inferior à meta de 50% traçada pelo Plano Nacional de Educação para o ano de 2010.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) define que creches são todos os estabelecimentos que oferecem Educação Infantil para crianças de 0 a 3 anos de idade. Ainda segundo a LDB, as creches devem ser espaços que guardem pelo “desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”.

Entretanto, a simples existência de creches não é garantia de boa educação e bom atendimento às crianças. Segundo a professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e integrante do grupo de estudos Infância e Educação Infantil, Lívia Fraga Vieira, existem três condições básicas que as creches devem respeitar para que ofereçam um bom atendimento: boas condições físicas; profissionais qualificados e valorizados e um programa que integre as famílias das crianças no dia-a-dia da instituição. “Além de ser uma alternativa para mães que não têm com quem deixar seus filhos, a creche é importante por ser um espaço coletivo das crianças onde elas se relacionam umas com as outras e aprendem umas com as outras”, reforça Lívia.

Convênios

Em abril de 2010, a Conferência Nacional de Educação decidiu pelo fim progressivo das creches mantidas por convênios com a administração pública. Ligadas a organizações não governamentais, as creches conveniadas são, em geral, instituições comunitárias, que através dos convênios podem obter material pedagógico, infra-estrutura, profissionais, alimentação, entre outros.

Em Belo Horizonte, por exemplo, o sistema público de creches é formado pelas Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEI’s), que atendem crianças de 0 a 5 anos e são geridas diretamente pela Prefeitura, e pelas creches comunitárias conveniadas. Aproximadamente 40 mil crianças são atendidas nessas instituições, das quais 21 mil em 195 creches conveniadas e 19 mil pelas 54 UMEI’s existentes no município.

Carlos Eduardo Gonçalves, presidente do Movimento de Luta Pró-Creches, alega que, mesmo atendendo praticamente o mesmo número de crianças que a rede municipal, as unidades conveniadas enfrentam maiores dificuldades do que as unidades da Prefeitura. Segundo ele, as verbas dos convênios são pequenas e, em certos casos, insuficientes para oferecer um bom serviço à população. “A média salarial de nossos profissionais é de 750 reais, um valor muito baixo em comparação com o que a prefeitura paga nas escolas. Não conseguimos pagar melhores salários porque não temos dinheiro e perdemos bons profissionais”, afirma Carlos Eduardo.

A gerente de coordenação de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, Mayrce Terezinha Freitas, afirma que a Prefeitura faz convênios com as creches que pagam, aproximadamente, 70% dos gastos das conveniadas. “As creches também devem procurar outras parcerias que as ajudem a sobreviver”, aponta Mayrce.

A proposta resultante da Conferência Nacional de Educação é que os convênios sejam totalmente congelados no ano de 2014. O texto servirá de base para a formulação do próximo Plano Nacional de Educação, que estabelecerá metas de ensino para vigorarem de 2011 a 2020. “Acho que cada uma (creches conveniadas ou não) tem seu espaço, mas acho que a questão das conveniadas é a experiência dos profissionais, que já atuam há muitos anos como educadores infantis. Outra coisa é a proximidade que as creches têm da comunidade em que estão inseridas”, ressalta Carlos Eduardo Gonçalves.

Fila de espera

Deve-se ter claro, no entanto, que, desde a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no ano de 2009, a obrigatoriedade da educação vai da Pré-escola (4 e 5 anos) ao Ensino Médio (15 aos 17 anos), ou seja, a educação nas creches, que atendem crianças de 0 a 3 anos, não é obrigatória. Assim, o poder público não tem obrigação de universalizar o atendimento das creches, mas deve acompanhar a demanda da população, que tem o direito de ter vaga na creche disponível se assim for seu desejo.

No caso de Belo Horizonte, existe muita dificuldade de se encontrar dados relativos ao déficit de vagas em creches. Nem a Secretaria Municipal de Educação, nem os conselhos tutelares, nem o Movimento de Luta Pró-Creches dizem ter números precisos de quantas crianças esperam por uma vaga na capital.

A Secretaria Municipal de Educação informou que um estudo sobre o déficit de vagas já está sendo feito pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional de Minas Gerais (Cedeplar), a pedido da Secretaria. Segundo o presidente do Movimento de Luta Pró-Creches (MLPC), Carlos Eduardo Gonçalves, existe uma estimativa de que existam 30 mil crianças nas filas de espera nas creches da capital mineira. Carlos Eduardo, que também é diretor da creche Dona Quita Tolentino, localizada no Aglomerado da Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte, informa que a fila de espera por vagas na creche chega a 400 crianças

Direitos das crianças: avanços e desafios

Disparidades sociais ainda impedem o desenvolvimento de meninas e meninos brasileiros

O Brasil tem apresentado avanços expressivos em relação a indicadores como a taxa de mortalidade infantil (crianças menores de 1 ano de idade). Essa taxa caiu de 45,2 óbitos para cada mil nascidos vivos, em 1991, para 19,3, em 2007, redução de 57%, de acordo com os dados da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa).

Na área da Educação, também se observam importantes avanços desde a aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente, que neste ano completou 20 anos.

O percentual de crianças entre 7 e 14 anos no ensino fundamental, por exemplo, subiu, entre 1992 e 2008, de 81,4% para 97,9% em todo o Brasil. Uma tendência semelhante é observada tanto na Região Norte quanto na Nordeste. Na Região Norte, o mesmo indicador subiu de 82,6% para 93,6%. Foi no Nordeste, entretanto, que se observou a maior alta do indicador, passando de 69,7% para 94,3%. Em relação à proporção de adolescentes de 15 a 17 anos no ensino médio, os números também revelam avanços expressivos. Em todo o Brasil, o percentual subiu de 18,5% para 50,4% entre 1992 e 2008.

Outra vitória importante foi a aprovação, em novembro do ano passado, da emenda constitucional que amplia os recursos da educação e assegura a obrigatoriedade do ensino a crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, que será totalmente implementada até 2016.

Desafios – Ainda que as médias gerais reflitam esses avanços significativos na vida das crianças brasileiras, há importantes desafios quando se observam as realidades regionais.

No Nordeste, a taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos continua bem acima da média nacional, com 34,1 óbitos para cada mil nascidos vivos – mesmo tendo sido registrada uma redução de 28,8% na região entre 2000 e 2007. Na Região Norte, apenas 31% das gestantes têm acesso a, pelo menos, seis consultas de pré-natal, muito abaixo da média nacional de 57,1%.

Em relação à violência, os dados oficiais preocupam porque demonstram uma tendência de crescimento na taxa de homicídios de crianças e adolescentes (10 a 19 anos) entre 2000 e 2007, passando de 22,2 para 22,8 mortes em cada grupo de 100 mil habitantes em todo o Brasil. Esse indicador preocupa também quando observamos as diferenças da taxa entre as macrorregiões do País. Enquanto, na Região Sudeste, o indicador caiu, durante o mesmo período, de 34,4 para 22, no Nordeste, subiu de 13,7 para 24,6 mortes por homicídio de crianças e adolescentes para cada 100 mil habitantes. Essa região possui o mais alto índice de homicídio nessa faixa etária.

Segundo o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), os homicídios representam 46% de todas as causas de mortes dos cidadãos brasileiros na faixa etária de 12 a 18 anos. O estudo avaliou 267 municípios do Brasil com mais de 100 mil habitantes e chegou a um prognóstico alarmante: estima-se que o número de adolescentes assassinados entre 2006 e 2012 pode chegar a 33 mil se não mudarem as condições que prevalecem nessas cidades, onde o estudo foi realizado.

O IHA revela ainda iniquidades que aumentam as chances de um adolescente ser vítima de homicídios. Por exemplo, os adolescentes negros têm quase três vezes mais chance de morrer assassinados do que os brancos. O Índice foi desenvolvido no âmbito do Programa Redução da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens, uma iniciativa coordenada pelo Observatório de Favelas e realizada em conjunto com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj).

Pelo fim das iniquidades – O UNICEF está promovendo, desde a semana passada, uma campanha que convida toda a população a participar de um movimento pela redução das iniquidades nos centros urbanos e melhoria das condições de vida das crianças e dos adolescentes que moram nas comunidades populares (favelas, assentamentos, cortiços, conjuntos habitacionais).

Criada pela agência Nova S/B, a campanha Unidos pelas Crianças e pelos Adolescentes faz parte da Plataforma dos Centros Urbanos, uma iniciativa do UNICEF nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Itaquaquecetuba, que promove a aliança entre governos, sociedade civil e setor privado pela garantia dos direitos de meninos e meninas que vivem nas grandes cidades brasileiras.

Fonte: Unicef - 11/10/2010

12 de outubro também é Dia Nacional de Luta por Creches

Por Oficina de Imagens

O dia 12 de outubro comemora o Dia das Crianças, além de festejar o dia de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil. Mas o que pouca gente sabe é que na mesma data também se comemora o Dia Nacional de Luta por Creches. Atualmente, somente 20% das crianças de 0 a 3 anos estão em creches no Brasil, de acordo com um levantamento da Fundação Abrinq baseado em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009. O número é bem inferior à meta de 50% traçada pelo Plano Nacional de Educação para o ano de 2010.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) define que creches são todos os estabelecimentos que oferecem Educação Infantil para crianças de 0 a 3 anos de idade. Ainda segundo a LDB, as creches devem ser espaços que guardem pelo “desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”.

Entretanto, a simples existência de creches não é garantia de boa educação e bom atendimento às crianças. Segundo a professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e integrante do grupo de estudos Infância e Educação Infantil, Lívia Fraga Vieira, existem três condições básicas que as creches devem respeitar para que ofereçam um bom atendimento: boas condições físicas; profissionais qualificados e valorizados e um programa que integre as famílias das crianças no dia-a-dia da instituição. “Além de ser uma alternativa para mães que não têm com quem deixar seus filhos, a creche é importante por ser um espaço coletivo das crianças onde elas se relacionam umas com as outras e aprendem umas com as outras”, reforça Lívia.

Convênios

Em abril de 2010, a Conferência Nacional de Educação decidiu pelo fim progressivo das creches mantidas por convênios com a administração pública. Ligadas a organizações não governamentais, as creches conveniadas são, em geral, instituições comunitárias, que através dos convênios podem obter material pedagógico, infra-estrutura, profissionais, alimentação, entre outros.

Em Belo Horizonte, por exemplo, o sistema público de creches é formado pelas Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEI’s), que atendem crianças de 0 a 5 anos e são geridas diretamente pela Prefeitura, e pelas creches comunitárias conveniadas. Aproximadamente 40 mil crianças são atendidas nessas instituições, das quais 21 mil em 195 creches conveniadas e 19 mil pelas 54 UMEI’s existentes no município.

Carlos Eduardo Gonçalves, presidente do Movimento de Luta Pró-Creches, alega que, mesmo atendendo praticamente o mesmo número de crianças que a rede municipal, as unidades conveniadas enfrentam maiores dificuldades do que as unidades da Prefeitura. Segundo ele, as verbas dos convênios são pequenas e, em certos casos, insuficientes para oferecer um bom serviço à população. “A média salarial de nossos profissionais é de 750 reais, um valor muito baixo em comparação com o que a prefeitura paga nas escolas. Não conseguimos pagar melhores salários porque não temos dinheiro e perdemos bons profissionais”, afirma Carlos Eduardo.

A gerente de coordenação de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, Mayrce Terezinha Freitas, afirma que a Prefeitura faz convênios com as creches que pagam, aproximadamente, 70% dos gastos das conveniadas. “As creches também devem procurar outras parcerias que as ajudem a sobreviver”, aponta Mayrce.

A proposta resultante da Conferência Nacional de Educação é que os convênios sejam totalmente congelados no ano de 2014. O texto servirá de base para a formulação do próximo Plano Nacional de Educação, que estabelecerá metas de ensino para vigorarem de 2011 a 2020. “Acho que cada uma (creches conveniadas ou não) tem seu espaço, mas acho que a questão das conveniadas é a experiência dos profissionais, que já atuam há muitos anos como educadores infantis. Outra coisa é a proximidade que as creches têm da comunidade em que estão inseridas”, ressalta Carlos Eduardo Gonçalves.

Fila de espera

Deve-se ter claro, no entanto, que, desde a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no ano de 2009, a obrigatoriedade da educação vai da Pré-escola (4 e 5 anos) ao Ensino Médio (15 aos 17 anos), ou seja, a educação nas creches, que atendem crianças de 0 a 3 anos, não é obrigatória. Assim, o poder público não tem obrigação de universalizar o atendimento das creches, mas deve acompanhar a demanda da população, que tem o direito de ter vaga na creche disponível se assim for seu desejo.

No caso de Belo Horizonte, existe muita dificuldade de se encontrar dados relativos ao déficit de vagas em creches. Nem a Secretaria Municipal de Educação, nem os conselhos tutelares, nem o Movimento de Luta Pró-Creches dizem ter números precisos de quantas crianças esperam por uma vaga na capital.

A Secretaria Municipal de Educação informou que um estudo sobre o déficit de vagas já está sendo feito pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional de Minas Gerais (Cedeplar), a pedido da Secretaria. Segundo o presidente do Movimento de Luta Pró-Creches (MLPC), Carlos Eduardo Gonçalves, existe uma estimativa de que existam 30 mil crianças nas filas de espera nas creches da capital mineira. Carlos Eduardo, que também é diretor da creche Dona Quita Tolentino, localizada no Aglomerado da Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte, informa que a fila de espera por vagas na creche chega a 400 crianças

sábado, 9 de outubro de 2010

SUL DISCUTE POLÍTICA NACIONAL E PLANO DECENAL DCA

Começou nesta quarta-feira (6/10) o quarto seminário regional do Fórum Nacional DCA para discutir a Política Nacional e o Plano Decenal DCA. Desta vez foi a região Sul. Cerca de 100 representantes dos Fóruns Estaduais DCAs do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina se reúniram até sexta-feira (8/10), em Florianópolis (SC).

A Análise de Conjuntura foi realizada pelo sociólogo Rudá Ricci (Observatório Internacional da Democracia Participativa), que também falou sobre a incidência do movimento da infância e adolescência na Política Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Já a professora Silvia Alapanian (UEL/PR) abordou a tendência de assistencialização dos direitos humanos de crianças e adolescentes. Tal tendência presente no Estado brasileiro hoje é uma preocupação na medida em que as políticas adquirirem critérios focalistas e seletivos e a assistência social se destaca dentre as políticas sociais como política central no atendimento aos mais pauperizados, num processo que ocorre rebaixamento dos direitos, sendo preciso compreender como isto vem ocorrendo na política para infância/adolescência. O processo de construção e uma análise problematizadora do Plano Decenal DCA será feita por um representante da sociedade civil no CONANDA.

Na opinião da Secretária Nacional do FNDCA, Erivã Velasco (Conselho Federal do Serviço Social – CFESS), o Seminário é um espaço para que a sociedade civil influencie incisivamente na construção da Política Nacional e do Plano Decenal DCA, uma vez se tratar de uma política pública que requer que as forças sociais se façam presentes na perspectiva de uma política e um plano efetivos na garantia de todos os direitos humanos de crianças e adolescentes, assim como no combate e responsabilização das violações. Por isso para ela, o encontro é também uma oportunidade para articulação dos fóruns estaduais da região sul, em articulação com outros movimentos da sociedade, na construção de estratégias para enfrentar a onda conservadora na sociedade que insiste em reatualizar no país o velho paradigma menorista.

sábado, 2 de outubro de 2010

NO INTERVALO DO SEMINARIO REGIONAL O CONSELHEIRO TUTELAR DE BICAS JOÃO LUIZ PERGUNTOU A SECRETARIA NACIONAL DO FNDCA, SENHORA ERIVÃ VELASCO...

...SE O ENCONTRO ATENDEU AS EXPECTATIVAS.

O Fórum Regional do Sudeste atendeu nossas expectativas, pois todo o debate realizado a partir da análise de conjuntura, da Política Nacional e da construção do Plano Decenal que está em processo no CONANDA, foi pensado para aprofundarmos em estratégias de incidência da sociedade civil. Uma incidência que deve ser organizada e qualificada tanto pela compreensão da realidade nacional e regional, como pela definição de um plano geral de lutas e resistência ao estado de violação de direitos humanos de crianças e adolescentes que vem ocorrendo no Brasil inteiro, mas que também podem ter particularidades e prioridades regionais que precisam ser enfrentadas de forma articulada pelos fóruns estaduais DCA da região. É nessa perspectiva que como sociedade civil articulada nesse momento de construção da Política e do Plano temos o mote para articuladamente incidir politicamente para que cada eixo da Política Nacional de Promoção, Proteção e Defesa resultem em diretrizes, princípios, ações programáticas e orçamento que dêem conta de cumprir todos os direitos humanos de cada criança e adolescente em qualquer lugar do país. Uma compreensão aprofundada da realidade nacional e regional, assim como da situação das crianças e adolescentes, permite traçar nossas ações estratégicas tanto regionalmente quanto nacionalmente para que tomemos organizadamente todos os espaços públicos em nome da realização destes direitos.

VEJA ABAIXO ALGUMAS FOTOS DO EVENTO




























CARTA DOS ADOLESCENTES DO SEMINÁRIO DO FNDCA DA REGIÃO SUDESTE

Íntegra da Carta dos Adolescentes do Seminário do FNDCA da Região Sudeste, realizado de 28 a 30/9/10, no Rio de Janeiro (RJ).

Temos o objetivo de criar um espaço efetivamente formado e dirigido por adolescentes com base no empoderamento juvenil.

A iniciativa está partindo dos adolescentes PARA adolescentes gerido POR crianças e adolescentes, num processo totalmente espelhado na articulação e participação infanto-juvenil.

O Fórum DCA na região sudeste é necessário para unir os Fóruns Estaduais, juntando-os para a luta e efetivação dos direitos da criança e do adolescente. Tendo esta participação estaríamos assim efetivando os direitos da criança e dos adolescentes, como garantido na nossa legislação (art.16 do ECA; do art. 12 ao art.15 da Convenção da Criança e do Adolescente; Art. 5º, caput, incisos IV, IX, XVII da CF/88).

Este deve ser referendada pelo Fórum Nacional DCA, CONANDA e CONDECA. Em cada estado terá dois representantes, sendo um titular e outro suplente. Mensalmente, ocorrerão reuniões ordinárias nos respectivos Estados, devendo ocorrer as discussões propostas nesta plenária estadual.

A rede estará articulada por meios tecnológicos, com uso de emails, telefones, e grupos. No entanto, o cyberativismo não será nossa única articulação, devendo a cada três meses ocorrer a Reunião Regional Sudeste, organizada pelo Fórum Nacional e custeada pelos Conselhos de Direito DCA.

Este Fórum também pleiteia a participação nas reuniões do Fórum Nacional.
Considerando a vontade e ação dos adolescentes das delegações aqui presente, instituímos o Fórum Adolescente de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescentes Sudeste, Fórum DCA Sudeste, reconhecido nacionalmente e referendado pelas autoridades do Fórum Nacional DCA aqui presentes.

Adolescentes Sudeste – Rio de Janeiro, RJ – Brasil.

29 DE SETEMBRO DE 2010

ADOLESCENTES DO SUDESTE QUEREM FÓRUM DA REGIÃO

Os adolescentes que participaram do Seminário do Fórum Nacional DCA da Região Sudeste, realizado de 28 a 30/9/10, no Rio de Janeiro (RJ), reivindicaram criação de um Fórum de Adolescentes da região. O pedido foi apresentado às coordenações do FNDCA e dos Fóruns Estaduais e aos conselheiros do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) participantes do encontro.

Cerca de 30 adolescentes participaram do evento, que reuniu ao todo 120 militantes dos Fóruns DCAs do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. A Secretaria Nacional do FNDCA, Erivã Velasco (Conselho Federal do Serviço Social – CFESS), garantiu que vai apoiar a iniciativa.

Erivã reforçou que a ampliação do direito a participação é uma das prioridades do FNDCA e que a intenção e incluir também adolescentes de outros segmentos para além da rede do Fórum. Ela também lembrou que está em discussão atualmente a criação de um Conselho Consultivo de Adolescentes do FNDCA.

Na Carta, os adolescentes sugerem que cada estado da região conte com dois representantes no espaço (um titular e um suplente) e reunião mensal. A rede seria articulada por meios tecnológicos e com reuniões regionais a cada três meses.

MATERIA PUBLICDA NO SITE DO FÓRUM NACIONAL DA CRIANÇA

FNDCA DEFENDE VOTO EM CANDIDATOS COMPROMETIDOS

O Fórum Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) divulgou Carta Aberta dirigida às entidades filiadas, parceiros, organizações da sociedade civil e população em geral defendendo o voto consciente nos candidatos comprometidos com os direitos da criança e do adolescente nas eleições gerais de 3 de outubro.

Para o Secretariado Nacional do FDNCA, é necessária uma grande mobilização da sociedade civil organizada para conscientizar a população a votar conscientemente nos candidatos que assumem publicamente o compromisso de garantir a prioridade absoluta aos direitos da criança e do adolescente.

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) obteve a adesão de quatro candidatos à presidência da República ao Termo de Compromisso com a Política Nacional dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. Até o momento, assinaram o compromisso Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

A seguir a íntegra da Carta Aberta.

Caras Entidades parceiras e população em geral,

ELEIÇÕE GERAIS 2010- VOTE CONSCIENTE!

VOTE APENAS EM CANDIDATOS QUE FIRMARAM O COMPROMISSO PELA garantia de prioridade absoluta aos direitos da CRIANÇA e do ADOLESCENTE!

Você sabia...

que boa parte dos problemas hoje enfrentados pela sociedade brasileira são decorrentes da falta de investimento em políticas públicas destinadas ao atendimento de crianças e adolescentes?

que a criança e o adolescente, por força da Constituição Federal e das leis brasileiras, têm direito de receber, por parte do Município, do Estado, do Distrito Federal e da União, a mais absoluta prioridade de atenção, através de atendimento preferencial nos serviços públicos (saúde, educação, assistência social etc.), com o necessário aporte privilegiado de recursos orçamentários?

que todos os políticos, ao tomarem posse, juram respeitar a Constituição Federal e as instituições democráticas, mas poucos efetivamente cumprem o juramento no que diz respeito à observância do princípio constitucional da prioridade absoluta à criança e ao adolescente em suas ações?

O que é o Compromisso pela Criança e pelo Adolescente?

O Compromisso pela Criança e pelo Adolescente é uma campanha destinada a conscientizar os eleitores e os candidatos a cargos de Presidente da República, Senador e Deputado Federal, Estadual e Distrital, nas eleições gerais de 2010, que o efetivo respeito ao princípio constitucional da prioridade absoluta à criança e ao adolescente é fundamental para melhoria das condições de vida de toda população. Os candidatos que assinam o Compromisso obrigam-se a, uma vez eleitos, investir em políticas públicas destinadas ao atendimento prioritário e preferencial de crianças, adolescentes e suas respectivas famílias, em cumprimento ao disposto nas leis e na Constituição Federal.

Qual a importância da implantação de políticas públicas pelo Município?

A municipalização é a diretriz primeira da política de atendimento traçada pela Constituição Federal e pela Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente –, com vistas à proteção integral infanto-juvenil. Com a municipalização das políticas e programas de atendimento a crianças, adolescentes e famílias, evita-se que uma criança ou adolescente que esteja com seus direitos ameaçados ou violados tenha de ser «exportada» para outro Município para somente então receber o atendimento que necessita. A atuação dos governantes municipais, estaduais e federais na discussão dos problemas e na busca de soluções «domésticas» para os casos de ameaça ou violação dos direitos infanto-juvenis é, pois, essencial.

E se meu candidato se recusa a assinar o Compromisso?

Isso é um mau sinal. Todos os agentes públicos devem respeito aos princípios constitucionais da prioridade absoluta e da proteção integral à criança e ao adolescente. Aquele que não se propõe a assumir tal compromisso de maneira expressa dá claro indicativo de que não pretende cumprir a Constituição Federal e as leis. E, se não faz isso no que diz respeito a crianças e adolescentes, por certo não o fará em outros setores da administração e das políticas públicas.

O candidato que não assina o Compromisso, se eleito, não é obrigado a priorizar a criança e o adolescente em suas ações?

O princípio constitucional da prioridade absoluta à criança e ao adolescente vale para todos os governantes e partidos políticos, e as obrigações constantes do Compromisso já são previstas pela Constituição Federal e pelas leis a todos os agentes públicos. Assim sendo, tendo ou não assinado o Compromisso, as obrigações constantes do documento são exigíveis do governante eleito, ainda que para tanto seja necessário acionar o Poder Judiciário.

Por que, então, é importante a assinatura do Compromisso?

Porque além da obrigação constitucional, o candidato estará assumindo, perante seus eleitores e perante toda sociedade, a obrigação moral de trabalhar pelos direitos das crianças e adolescentes residentes no Município, e além de poder ser cobrado na Justiça, pelo eventual descumprimento de seus deveres correspondentes, fatalmente será cobrado nas urnas, na próxima eleição.

Por que eu devo participar?

Porque, na forma da Constituição Federal e das leis brasileiras, é dever de todos dar sua parcela de contribuição para que crianças e adolescentes possam exercer, de maneira efetiva e plena, os direitos que lhes são assegurados. O exercício do voto consciente é um direito e um dever de todo cidadão, que tem em suas mãos o poder de transformação da triste realidade em que vive boa parte da população infanto-juvenil do País. Ao votar em um candidato que firmou o Compromisso (e não possui pendências com a Justiça), o eleitor estará demonstrando maturidade política e consciência cívica, dando um passo decisivo rumo a uma sociedade mais justa, livre e solidária.

Como vou saber quais os candidatos que assinaram o Compromisso?

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONANDA – encaminhou por fax e correio eletrônico a todos os candidatos a Presidente da República oTermo de Compromisso do Candidato/Candidata à Presidência da República Federativa do Brasil, com a Política Nacional dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. Até esta data assinaram o compromisso nacional com os direitos da criança e do adolescente, pela ordem de adesão:

PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO (50), em 25 de agosto de 2010
DILMA ROUSSEF (13), em 14 de setembro de 2010
JOSÉ SERRA (45), em 21 de setembro de 2010
MARINA SILVA (43), em 22 de setembro de 2010


No seu Estado e no Distrito Federal é necessário se informar sobre quais candidatos assinaram o Compromisso pela Criança e pelo Adolescente. Pergunte a seu candidato, cobre dele a assinatura do Compromisso pela Criança e pelo Adolescente e confira.
Com sua participação e com a mobilização da sociedade, todos sairão vitoriosos na próxima eleição. Assuma também este compromisso!

O Estatuto da Criança e do Adolescente completou 20 anos de vigência. Promulgado com o objetivo de garantir a plena efetivação dos direitos da criança e do adolescente, o Estatuto tem como viga mestra a elaboração e implementação de políticas públicas em níveis municipal, estadual e federal.

Na comemoração do aniversário do Estatuto a campanha intitulada «Compromisso pela Criança e Adolescente», é forma de incentivar a colocação da criança e o adolescente na pauta dos debates dos candidatos às próximas eleições e no centro da gestão municipal, estadual, do Distrito Federal e Nacional.

Participe desta mobilização!
www.forumdca.org.br

RIO RECEBE SEMINÁRIO SOBRE POLÍTICA NACIONAL DCA

O Rio de Janeiro (RJ) sediou de terça-feira (28/9) ate quinta- feira (30/9) o Seminário da Região Sudeste do Fórum Nacional DCA de 2010: “Sujeitos políticos em movimento: incidência na construção do Plano Decenal e consolidação da Política Nacional DCA”. Até quinta-feira (30/9), cerca de 120 representantes dos Fóruns Estaduais dos Direitos da Criança e do Adolescente do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo discutirão propostas para a Política Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e para o Plano Decenal, documentos em elaboração pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA).

O encontro é destinado exclusivamente aos militantes previamente inscritos. Aproximadamente 30 adolescentes, participantes de programas das entidades filiadas aos Fóruns Estaduais, integram as delegações, como parte do esforço do FNDCA e dos estados de promover o exercício ao direito à participação infanto-juvenil. Este é o terceiro seminário regional promovido pelo FNDCA. O Centro-Oeste e o Nordeste já realizaram seus eventos (Veja abaixo o calendário dos seminários). Os resultados das discussões regionais serão debatidos em um seminário nacional, que acontecerá de 11 a 13 de novembro, em Brasília.

A análise de conjuntura será feita por Vitor Alencar (CEDECA/DF). Wanderlino Nogueira (ANCED - CDI) será responsável pela Mesa sobre a “Política Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente”. Já a professora Irene Rizzini (PUC/RJ) apresentará os “Dilemas e Desafios da Intersetorialidade na Garantia dos Direitos”. E a apresentação do processo de construção do Plano Decenal ficará a cargo de um representante da sociedade civil no CONANDA.

Os seminários regionais 2010 são realizados pelo FNDCA em parceria com o CONANDA / Secretária Direitos Humanos (SDH), por meio de convênio, e apoios de Aldeias Infantis SOS, Amencar, ABMP, CNTE, Contag, Contratuh, Fenatibref, Fundação Fé e Alegria do Brasil, KNH, Instituto C&A, Instituo WCF Brasil, Marista, Plan Internacional e Visão Mundial.

INFORMATIVO ELETRONICO DO FÓRUM NACIONAL DCA