Dia da Internet Segura 2012

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Redatores do ECA reúnem-se em São Paulo

23 de agosto de 2010 | por VIA blog | Categoria(s): Adolescentes em conflito com a lei, Fique por Dentro, Notícias, Violações de Direitos

Adolescente em conflito com a lei e os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foram temas de seminário realizado na última sexta-feira (20 de agosto) pela Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban). O evento contou com a presença de sete redatores do ECA: Antonio Carlos Gomes da Costa, Antônio Fernando do Amaral e Silva, Benedito Rodrigues dos Santos, Irmã Maria do Rosário Leite Cintra, Munir Cury, Paulo Afonso Garrido de Paula e Ruth Pistori.
Antonio Carlos Gomes da Costa abriu o evento com uma aula inaugural para o curso de Mestrado em Adolescente em Conflito com a Lei, da Uniban. O pedagogo fez uma avaliação da socioeducação nesses 20 anos desde a promulgação do Estatuto. Costa elogiou a iniciativa do seminário e revelou que não esperava viver o suficiente para ver a socioeducação adquirir “cidadania pedagógica”. “Os congressos de educação nunca tratam esse tema, como se não pertencesse à esfera pedagógica”, diz.
Costa relembrou os antigos modelos de tratamento do adolescente em conflito com a lei: o modelo correcional-repressivo do Serviço de Assistência ao Menor (SAM) e a Política Nacional do Bem Estar do Menor (PNBEM), que herdou a estrutura organizacional do SAM. “O PNBEM tratava o menor como carente e sua função era suprir essas carências”, conta.
Sobre o modelo atual – socioeducativo – o pedagogo afirma que sua função é educar para o convívio social. Apesar disso, Costa afirma que ainda há falhas em sua aplicação: “As medidas de contenção e segurança prevalecem e sobrepassam a medida socioeducativa”, diz.

Homenagem e colóquio


Benedito Rodrigues dos Santos e Paulo Afonso Garrido de Paula


Após a aula inaugural, a Universidade prestou uma homenagem aos redatores do ECA. Os sete subiram ao palco para relembrar o processo de criação e redação do Estatuto.
Munir Cury lembrou que, durante sua carreira, conviveu com duas legislações antes do ECA – o Código Mello Matos, de 1927, e o Código de Menores, de 1979. “Esse instrumentos legais serviram para gerar em mim indignação”, disse. Cury afirmou que, na realização de seu trabalho, observava como a justiça se distanciava da realização do bem comum.
Antônio Fernando do Amaral e Silva recordou a mobilização social que ajudou na criação do ECA. Citou a Pastoral do Menor e o Movimento Meninos e Meninas de Rua.
Paulo Afonso Garrido de Paula falou sobre o contexto em que o ECA foi elaborado, lembrando que o País havia passado por um longo período de ditadura militar. “Nós estávamos coroando um período de resistência democrática”, disse.
Antonio Carlos Gomes da Costa destacou a participação diversificada na redação do Estatuto, que contou com a colaboração do pessoal das políticas públicas, do mundo jurídico e dos movimentos sociais. “Cada um deu sua contribuição e sua dose de conhecimento”.










Ruth Pistori e Irmã Maria do Rosário


Ruth Pistori falou sobre sua indignação pelo Código de Menores. Em sua passagem pela Febem, analisando o processo dos internos, Pistori percebeu que muitas crianças eram “sentenciadas” a permanecer na instituição até os 18 anos.
Benedito Rodrigues dos Santos contou a dificuldade de convencer integrantes do Movimento Meninos e Meninas de Rua a participar da Constituinte, pois havia uma crença de que “fazer lei” não ia ajudar em nada.
Por fim, Irmã Maria do Rosário falou sobre a Pastoral do Menor e sobre a ideia de criar um museu com as histórias e recordações da elaboração do ECA.
O evento lotou o auditório da Uniban. Duas outras salas da Universidade foram preparadas e transmitiram a palestra e o colóquio ao vivo, por meio de um telão.

domingo, 29 de agosto de 2010

Abusos contra crianças facilitados pelas novas tecnologias

No último domingo (22), a Agência Brasil publicou uma série de matérias sobre exploração sexual comercial de crianças e adolescentes. As reportagens são resultado da pauta inscrita no 5º Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística, promovido pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), Childhood Brasil e Save The Children Suécia. O projeto O Desafio do Enfrentamento à Violência Sexual Facilitada pelas Novas Tecnologias de Comunicação e Informação, da equipe de Radiojornalismo da EBC, venceu na Categoria Especial e ganhou como prêmio os custos para apuração da pauta apresentada. As reportagens trazem uma série de dados e informações sobre os abusos e a exploração sexual contra crianças e adolescentes na internet, bem como a impunidade relativa a esses crimes. As matérias também citam a escola e a família como importantes agentes na prevenção e combate a esses abusos. Toda a série de reportagens está disponível abaixo:

Pedofilia na internet: falta orientação para crianças e adolescentes

Empresas firmam acordo contra exploração sexual infantil

Competição sexual perigosa é moda entre adolescentes

Família e escola: parceria eficaz na prevenção e combate aos abusos na internet

Faltam políticas públicas para combater os crimes virtuais, diz diretor da SaferNet

Em quatro anos, 300 mil imagens de pornografia infantil foram retiradas da internet

Punição ainda é rara para pedofilia na internet

Ameaças virtuais de exploração sexual representam perigos reais

Agência Brasil publica reportagens relativas à pauta vencedora do 5º Concurso Tim Lopes, na categoria especial

domingo, 22 de agosto de 2010

FNDCA DEFINE CALENDÁRIO DE SEMINÁRIOS REGIONAIS

O Fórum Nacional DCA definiu na semana passada, em conjunto com os Fóruns Estaduais DCAs o calendário dos seminários regionais para este ano. O primeiro seminário será o da região Sudeste e acontecerá no Rio de Janeiro (RJ), de 31 de agosto a 2 de setembro. Nos eventos, o Fórum debaterá propostas para o Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente e para a Política Nacional, além de um tema específico de interesse da região.

Cada Fórum Estadual DCA poderá indicar 30 participantes para o seminário de sua região. As inscrições deverão ser enviadas até dia 21 de agosto para a secretaria executiva do FNDCA (forumdca@forumdca.org.br). Só serão consideradas as inscrições encaminhadas pelas coordenações dos Fóruns Estaduais. Inscrições avulsas ou individuais não serão aceitas. As inscrições enviadas anteriormente terão que ser reconfirmadas, com novo envio de confirmação da participação.

O FNDCA recomenda a inclusão de adolescentes nos grupos de todos os estados. Os adolescentes deverão ser escolhidos entre os vinculados às atividades desenvolvidas pelas entidades filiadas aos Fóruns Estaduais. Representantes da Comissão de Adolescentes eleita no II Encontro de Adolescentes do FNDCA 2010 também terão presença garantida em todos os seminários regionais.

Os seminários fazem parte do convênio do FNDCA com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) / Secretária Direitos Humanos (SDH). O convênio prevê a realização de seminários nas cinco regiões brasileiras. Após a realização dos seminários regionais, o FNDCA realizará um seminário nacional que condensará as propostas apresentadas pelos estados. O seminário nacional está previsto para 11 a 13 de novembro.
Confira o calendário:
- Seminário Região Sudeste – Rio de Janeiro (RJ): 31 de agosto a 2 de setembro de 2010.
- Seminário Região Centro-Oeste – em Campo Grande (MS): 9 a 11 de setembro de 2010.
- Seminário Região Nordeste – em Salvador (BA): 16 a 18 de setembro de 2010.
- Seminário Região Sul – em Florianópolis (SC): 6 a 08 de outubro de 2010.
- Seminário Região Norte – em Belém (PA): 25 a 27 de outubro de 2010.
- Seminário Nacional – em Brasília (DF): 11 a 13 de novembro.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mobilização conta com nova cartilha para o trabalho com as famílias

O Blog da Mobilização Social pela Educação torna disponível o arquivo digital da cartilha Famílias, acompanhem a vida escolar dos seus filhos. O material poderá ser utilizado por mobilizadores de todo o país em atividades direcionadas à conscientização dos pais sobre a importância da participação na trajetória de formação dos alunos das escolas públicas e os reflexos desse comportamento para a garantia do aprendizado.

O arquivo é disponibilizado em baixa resolução, de modo a facilitar a exibição de seu conteúdo em apresentações de slides, em exposições que reúnam famílias, profissionais da educação, membros da comunidade escolar, representantes de segmentos organizados da sociedade que atuem em prol da qualidade da educação, além de gestores e integrantes de órgãos públicos que lidem com temas relacionados à educação.

Outra versão do arquivo da cartilha possibilita a impressão da publicação. Assim, os mobilizadores podem buscar parcerias junto a órgãos públicos como secretarias municipais de educação, além de empresas, organizações religiosas e não governamentais, com o objetivo de que custeiem a reprodução em gráfica da cartilha, de modo que possa ser utilizada em ações junto às famílias.

Na última página da cartilha, o arquivo para impressão também oferece espaço para inserção da logomarca do parceiro patrocinador da reprodução da publicação.

Acesse nos links abaixo o arquivo da cartilha Famílias, acompanhem a vida escolar dos seus filhos:

- Para visualização eletrônica

- Para impressão

domingo, 1 de agosto de 2010

Profissionais despreparados deixam crianças expostas a agressões 27 de julho de 2010 • 09h55

Comentários

Thaís Sabino
Direto de São Paulo

Enquanto o Brasil discute se palmadas para educar os filhos são um direito dos pais ou não, os responsáveis por proteger as crianças de agressões mal conhecem a lei que atualmente precisam cumprir. O desconhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), há 20 anos em vigor, é uma constante nos conselhos tutelares.

"A falta do conhecimento do Estatuto é uma realidade nacional", afirmou o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Fábio Feitosa, referindo-se ao domínio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por parte dos conselheiros tutelares.

"Tem conselheiro que não sabe ler e nem conhece o ECA", completa o presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de São Paulo, João Santo. Ele considera desnecessária a "lei da palmada" - texto enviado pelo Executivo, no dia 14 de julho, ao Congresso Nacional, que prevê a proibição de qualquer tipo de castigo físico a crianças -, e diz que o entendimento da lei é mais urgente do que a modificação da mesma. Para Santo, o papel do Estado é garantir que a criança não seja espancada, e não "entrar nestas minúcias do tratamento da família".

A secretária da Mesa Diretora do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro, Eliana Rocha, concorda com a avaliação de João Santo. "O sistema de garantia de direito, de 20 anos para cá, mudou muito e tem de ter pessoas capacitadas para fazer estas mudanças", diz. Conhecer o ECA é um "desafio", segundo Eliana, por isso a necessidade de uma educação permanente e contínua para os conselheiros tutelares.

Enides Lima, conselheira tutelar da unidade da Sé, região central de São Paulo, confirma que não teve de provar conhecimento sobre o ECA para se candidatar ao cargo. Segundo ela, o único documento pedido foi um termo comprovando experiência de um ano com crianças ou adolescentes. "Se todos os conselheiros conhecem o ECA eu não sei, mas deveriam", afirma.
Daniel Moraes, do Conselho de Guaianases (zona leste da capital paulista), conta que, além de não conhecer o ECA, existem conselheiros que desconhecem até a Constituição. "Eles entram crus, aprendem durante os três anos (de mandato) e tentam reeleição para colocar em prática o que aprenderam. Tem conselheiros muito mal preparados", diz.

A deficiência na qualificação do profissional é a mais grave, mas não é a única carência destes órgãos responsáveis pelos direitos do menor, segundo Fábio Feitosa. Ele observa que o Brasil tem hoje conselhos tutelares em 98% do território nacional. Porém, "muitos deles não têm espaço físico nem para atender as crianças, não têm computadores, são completamente sem estrutura".

Entre os conselhos das cinco regiões de São Paulo entrevistados pelo Terra, a reclamação de falta de computadores foi unânime. Em média, cada conselho tem uma máquina que funciona. "Aqui falta tudo", reclama Claudia Lima, do Conselho Tutelar da Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo. Segundo ela, "falta gente bem mais capacitada para trabalhar", já que a região tem 600 mil habitantes, e os cinco conselheiros atendem cerca de 50 pessoas por dia.

Capacitação não saiu do papel
Com o Fundo dos Diretos da Criança e do Adolescente, o Conanda investiu em 21 Estados para a qualificação profissional dos conselheiros tutelares. É o projeto Escolas de Conselho, que deveria oferecer cursos específicos sobre o ECA. Mas as aulas até hoje nunca aconteceram. "Em agosto, discutiremos o porquê as escolas não saíram do papel", diz Fábio Feitosa.

Lei aumenta rigor sobre castigos físicos
A preocupação da conselheira tutelar do distrito Aricanduva de São Paulo, Maria Aparecida dos Santos, é de que a aprovação da "lei da palmada" traga mais complicação ao trabalho de sua categoria. Ela teme que aumente o número de denúncias levianas. "Já aparecem muitas denúncias sem fundamento pelo 181 (disque-denúncia). Com esta lei, você imagina o que vai acontecer". O projeto de lei prevê que qualquer tipo de castigo físico seja proibido.

De acordo com o presidente do Conanda, resolver as questões de qualificação profissional e infraestrutura para o desenvolvimento do trabalho são "mais importantes e urgentes" do que a aprovação do projeto de lei contra qualquer tipo de castigo degradante à criança ou adolescente, até para que a sua aplicação funcione.

O projeto
O projeto da "lei da palmada" surgiu de um compromisso internacional do Brasil com as Nações Unidas, explica a subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Carmen Oliveira. A organização recomendou a todos os países signatários da convenção sobre os direitos da criança a criação de um marco legal de proibição dos castigos corporais.

Conforme Carmen, "o projeto acrescenta e define melhor o que são maus tratos", já que há uma imprecisão no Código Civil que proíbe castigos imoderados, porém, não classifica o que seria moderado. "Existe uma distorção de que a gente esteja proibindo o beliscão ou a palmada. Nós estamos chamando a atenção da sociedade que existem outras formas para educar a criança e o adolescente, como a conversa", afirma Carmen.

Com experiência de sete anos em tratamento de adolescentes da Febem em Ouro Preto, o pedagogo Antônio Carlos Gomes da Costa pensa diferente. O especialista afirma que "a única maneira de se estabelecer limites é pela punição". Segundo ele, que se declara "totalmente contra" o texto do projeto, não existe organização que não coloque o castigo como meio de controle. "Se não seguir as regras no trânsito, você leva multa, no trabalho, é despedido", exemplifica.

Vencedor do Prêmio Nacional de Direitos Humanos em 1998, Gomes da Costa sustenta que estas repreensões não criam traumas na criança ou adolescente. "A primeira coisa é dar o exemplo de conduta, a segunda é o diálogo, a terceira, a advertência cordial, depois a severa, e depois a contensão física", enumera o pedagogo.

Carmen, entretanto, acredita que "certamente isso não aconteceria no caso da Isabella Nardoni, onde a menina gritou, gritou, gritou, e nenhum vizinho acudiu, talvez, ainda com o pressuposto de que, no que diz respeito a quatro paredes de uma família, ninguém deva se meter".

MATERIA PUBLICADA NO SITE TERRA EM 27 DE JULHO DE 2010

sábado, 31 de julho de 2010

ONG CRIANÇA SEGURA CONVOCA INSTITUIÇÕES PARA O DIA DA PREVENÇÃO DE ACIDENTE COM CRIANÇA


Objetivo da campanha é combater a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil
Vem aí mais um Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças, data instituída pela ONG CRIANÇA SEGURA para gerar alerta e ampliar a discussão sobre este tema tão importante. Os acidentes representam a principal causa de morte de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos no Brasil. Pelo segundo ano consecutivo, a CRIANÇA SEGURA está convocando parceiros e instituições de todo o País a aderirem à campanha e unir esforços em benefício da causa. O Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças será lembrado no dia 30 de agosto.
O principal objetivo da campanha é que instituições organizem-se para desenvolver ações ligadas à prevenção de acidentes com crianças promovendo uma maior conscientização sobre o tema em suas comunidades. Todos podem participar: ONGs, escolas, universidades, órgãos públicos ou privados, parceiros ou não da CRIANÇA SEGURA. A ação pode ser um ato público na comunidade, uma atividade com alunos, um ensaio fotográfico sobre o tema, uma peça de teatro ou um documento direcionado ao prefeito da cidade por exemplo.
Em 2009, a data foi lembrada por instituições de 10 cidades brasileiras por meio de palestras, materiais informativos, apresentações em locais públicos ou unidades de saúde e escolas.
Algumas iniciativas destaques serão registradas no site da CRIANÇA SEGURA e na nova plataforma de relacionamento da organização: http://crianca-segura.ning.com/. Os participantes poderão compartilhar suas ações enviando um resumo de uma página no máximo para o e-mail comunicacao@criancasegura.org.br com as informações: descrição do evento, número e perfil do público participante, resultados, fotos e etc. Mas todos os participantes poderão registrar suas atividades nesta mesma plataforma na sessão Depoimentos.
A importância desta causa – Segundo DATASUS/Ministério da Saúde, em 2007 (dados mais atuais), 5.324 crianças de até 14 anos morreram vítimas de acidentes. A maior parte destes acidentes aconteceu no trânsito (2.134 mortes), seguido de afogamentos (1.382), sufocações (701), queimaduras (337), quedas (254), intoxicações (105), acidentes com armas de fogo (52) e outros (359). No caso das hospitalizações por acidentes, foram 136.329 no total, a maior parte delas por quedas (73.455 internações), posteriormente, acidentes de trânsito (15.194), queimaduras (15.392), intoxicações (5.013), acidentes com arma de fogo (551), sufocações (548), afogamentos (528) e outros (25.648). O acidente é uma séria questão de saúde pública que pode ser solucionada em 90% dos casos com ações de prevenção como a disseminação de informações sobre o tema, mudança de comportamento, políticas públicas que assegurem infra-estrutura e ambientes seguros para o lazer, legislação e fiscalização adequada.
A CRIANÇA SEGURA
A Criança Segura é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público dedicada à promoção da prevenção de acidentes com crianças entre 0 e 14 anos. A organização atua no Brasil desde 2001 e faz parte da rede internacional Safe Kids Worldwide, fundada em 1987, nos Estados Unidos, pelo cirurgião pediatra Martin Eichelberger.Para cumprir sua missão, desenvolve ações de Políticas Públicas – incentivo à discussão sobre o tema e participação nos diálogos referentes às mudanças e adaptações de instrumentos legais que visem a segurança, saúde e bem-estar da criança; Comunicação – informação e alerta sobre a causa para conscientização da sociedade por meio de campanhas e divulgação de assuntos de interesse público e Mobilização – promoção da sensibilização, conscientização e engajamento de muitas e diferentes pessoas visando à multiplicação da informação, a transformação do meio e a adoção de comportamentos seguros.

Videos do Fórum Criança e Consumo disponiveis



Estão disponíveis no Site do Fórum Criança e Consumo os videos das apresentações da sua terceira edição realizada em março de 2010. O objetivo do Fórum é discutir os impactos negativos da mercantilização do consumo que tem como alvo as crianças.
Em 2010 o Fórum tratou da violação dos direitos das crianças, hiperconsumismo e seus impactos ambientais, econômicos e sociais, principalmente no acesso ao brincar. Nesta edição foram tratados três temas: Honrar a Infância, Refletir o Consumo e Brincar.
Assistam aos vídeos por aqui e leiam o caderno de entrevistas sobre o brincar por aqui

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Assistência Social e Conselho Tutelar - Atribuições e Desafios


O Estatuto da Criança e do Adolescente, na definição precisa de Emílio Garcia Mendez, é a lei que cria condições de exigibilidade para os direitos da criança que estão na Constituição, nas leis brasileiras e nas normas internacionais referentes aos Direitos Humanos da população infanto juvenil. Sua missão, portanto, além de fazer, é fazer-fazer, isto é, atuar influindo junto aos demais órgãos do ramo social do estado e da sociedade civil organizada, para que eles cumpram seus deveres e obrigações em relação às crianças e adolescentes no que diz respeito à promoção e defesa dos seus direitos, por meio da prestação de serviços obrigatórios previstos na legislação.

No campo do fazer a missão do Conselho Tutelar é receber, estudar e encaminhar para a rede de atenção direta casos de crianças e adolescentes violadas ou ameaçadas de violação em seus direitos à integridade física, psicológica e moral e ao acesso aos serviços sociais básicos. Trata-se, portanto, de um órgão garantista, um órgão destinado a fazer com que os demais cumpram seus deveres e obrigações em relação a cada caso que passa pelo seu atendimento. Nas palavras do jurista e educador Edson Seda, fazendo uma analogia com o Código de Defesa do Consumidor, o Conselho Tutelar funciona como uma espécie de PROCON na área do atendimento à população infanto-juvenil em situação de risco pessoal e social.

Já no campo do influir o Conselho Tutelar possui três ferramentas, que são também três armas para trabalhar e lutar pela aplicação da política de atendimento nos termos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. São eles: (i) a requisição de serviços aos demais órgãos governamentais e não-governamentais de atendimento; (ii) a petição ao Ministério Público e (ii) a fiscalização de entidades de atendimento. Além disso, cumpre-lhe subsidiar com fatos, dados e informações a elaboração pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do plano de ação do município nessa área. Como se vê, o Conselho Tutelar, quando dotado de condições de exercer plenamente suas atribuições, é um poderoso instrumento de uma sólida política dos direitos humanos da infância - adolescência.

Quanto à política de assistência social, ela atua no âmbito da coordenação das ações de atenção direta, cabendo-lhe prover o conjunto de bens e serviços demandados pelo Conselho Tutelar, visando assegurar os direitos de seus destinatários. Esta coordenação e integração da rede de atenção direta estão hoje funcionando na órbita dos CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) e dos CREAS (Centros de Referências Especializados em Assistência Social). Daí, se pode concluir que a assistência social e os Conselhos Tutelares não são instâncias que atuam de forma conflitiva ou divergente, ao contrário, elas são convergentes, intercomplementares e sinérgicas. A esfera do Conselho Tutelar é o trabalho e a luta pela garantia dos direitos. Já, a da assistência social é a da prestação dos serviços para garantir eficiência, eficácia e efetividade no atendimento a esses direitos. Portanto, temos duas ordens de atuação: uma do lado da demanda e a outra do lado da oferta.

Atualmente, a divisão de trabalho se dá da seguinte maneira: a assistência social atua na implementação das medidas protetivas e das medidas socioeducativas em meio aberto. E, o Sistema de Administração da Justiça Juvenil, através de órgãos executores estaduais, na execução de medidas privativas de liberdade aplicadas pela justiça da infância e da juventude aos adolescentes em conflito com a lei.

Este é o caminho que vem sendo adotado pelo Brasil no que diz respeito à relação entre os Conselhos Tutelares e a nova Política de Assistência Social. O grande desafio é fazer funcionar essa complexa engrenagem jurídico-social em favor da promoção e defesa dos direitos das novas gerações: crianças, adolescentes e jovens. O enfrentamento desse quadro pressupõe e requer um amplo e profundo reordenamento institucional, implicando mudanças no que fazer (conteúdo), no como fazer (método) e no como conduzir as ações para atingir o objetivo superior e comum a todas elas (gestão).

MATERIA TIRADA DO SITE DO PRO-MENINO

sábado, 17 de julho de 2010

SESSÃO SOLENE COMEMORA OS VINTE ANOS DO ECA EM BICAS


Considerado um marco da defesa dos direitos humanos no Brasil, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) completou 20 anos nesta terça-feira (13), para marcar a data o Vereador Presidente da Câmara Municipal de Bicas Sr. Aloysio Barbosa Borges ex- presidente do CMDCA de Bicas, atendendo uma solicitação do Conselheiro Tutelar João Luiz realizou uma sessão solene no salão da Câmara de Vereadores.
Na oportunidade também foi comemorado os oitos anos de criação do Conselho Tutelar de Bicas, sendo entregue aos Conselheiros Tutelares da primeira, segunda e atual gestão certificados.
Participaram do evento alem dos Conselheiros Tutelares, os atuais Conselheiros do CMDCA, a Juíza da Comarca Drª Maria Cristina de Souza Trullio, A Promotora Drª Flávia Maria Carpanez de Mello, o Prefeito Honório de Oliveira, diversos Secretários Municipais entre eles o de Assistência Social e Educação, o Sr. Amarildo e Srª Denise vereadores na época da implantação do Conselho Tutelar em Bicas.
Porem a grande satisfação do Conselho Tutelar foi a MM. Juíza Ana Maria L. Jabor ter aceitado o convite e comparecido ao evento já que a mesma teve um papel fundamental em 2002 quando foi travada uma verdadeira batalha na Câmara Municipal pela implantação do Conselho Tutelar apesar do trabalho dos Vereadores da época em especial do Sr. Amarildo.
Também foi lembrada a atuação do Instituto Telemig Celular tendo o Sr. Pedro Vargas recebido em nome de todo o grupo um certificado.
Em homenagem a sua atuação no processo de implantação do Conselho Tutelar a MM. Juíza Ana Maria L. Jabor fez uso da palavra como principal oradora da Sessão, falando de todo o processo que antecederam a Lei 8.069/90 (ECA), lembrando que com a criação da lei a criança passou a ser um sujeito de direito, mais direitos esses que não pode ser confundido com o direito de fazer o que quer, citou também que considera o Estatuto uma das leis mais completa do País, e o que precisa é ela ser implantada na sua totalidade, e ai ela falou do papel do Poder Executivo Municipal já que em seu art. 88 o ECA traz as diretrizes da política de atendimento.
Continuando em sua fala a Drª Ana Maria falou também do trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal junto com a sociedade de Bicas e o instituto Telemig celular em 2002 a qual ela era convidada e com muito orgulho comparecia procurando ajudar no que era possível, terminando a sua fala ela falou sobre o papel do Conselheiro Tutelar que no entender dela ainda não tem seu verdadeiro papel reconhecido, falou que Conselheiro não é para ir para entrada de parque de exposição, para acompanhar policia em eventos o papel do Conselheiro Tutelar é muito mais importante ele tem um olhar mais voltado para o direito violado das crianças e dos adolescentes, solicitou ainda mais apoio aos Conselheiros Tutelares visando uma melhor capacitação uma melhor infra-instrutora para que eles desenvolvam seu trabalho, agradeceu ao Conselheiro João Luiz pela lembrança de seu nome e falou que estará sempre a disposição para vir em Bicas cidade que tem em seu coração.
Em seguida o Conselheiro Tutelar João Luiz ao fazer uso da palavra agradeceu ao Presidente da Câmara Sr. Aloysio Barbosa Borges pela realização da Sessão solene, agradeceu as Presenças das MM. Juízas Maria Cristina e Ana Maria, DD. Promotora Publica Drª Flávia Maria, do Prefeito Municipal e todo seu Secretariado, continuando falou da satisfação de estar hoje atuando no Conselho Tutelar no ano que ele completa 20 anos, mas lembrou que apesar dos 20 anos do Estatuto o país ainda precisa aumentar as políticas públicas para garantir que todas as crianças tenham acesso aos direitos garantidos pelo ECA, falou da sua preocupação da falta de comprometimento de alguns Conselheiros Tutelares que querem atuar como conselheiro como se o Conselho fosse um bico, não se preocupando em fazer capacitação, não participando de Conferencia, Seminário, Palestra em fim de nenhum evento direcionado a criança e ao adolescente mais se dizem Conselheiro Tutelar, citou também que a partir deste mês o Conselho Tutelar de Bicas passara a receber o adicional noturno relativo aos plantões que realizarem a noite, um reconhecimento do Prefeito Honório ao serviço desenvolvido pelo Conselho tutelar de Bicas, falou também da indicação do Projeto de Lei do Legislativo indicando ao executivo a necessidade do pagamento de diária aos Conselheiros Tutelares quando forem fazer capacitação fora do Município, terminando agradeceu ao Secretario Municipal de Assistência Social Sr. Maurílio Ferreira que não vem medindo esforço para suprir as dificuldades do Conselho Tutelar.
O Ex- Vice-Prefeito Amarildo que era vereador na época da criação da lei que instituiu o Conselho Tutelar em Bicas em 2002 ao fazer uso da palavra agradeceu o convite e parabenizou o legislativo pela iniciativa, e fez um breve relato de que forma foi aprovada a lei em 2002, falou que na época o legislativo teve que fazer mais de 70 emendas todas aprovadas por unanimidade já que a lei que chegou ao legislativo veio com vários absurdos e erros graves, citou o aprendizado que teve ao participar de um seminário, no sul de minas que estava presente o Dr. Geraldo Claret de Arantes que possibilitou ao retornar debater a lei com mais conhecimento e torná-la no que ele entende ser uma das mais completas existentes hoje, falou também dos adolescentes que vem participando de conferencia regional, estadual e nacional como aconteceu recentemente, falou trabalho desenvolvido pelos conselheiros, terminando parabenizou todos os homenageados por entenderem serem merecedores.

Ao final depois que todos receberem as homenagem foi entregue pelos vereadores Luiz Fernando e Moises Abdo uma placa aos atuais conselheiros pelos vinte anos do estatuto da criança e do adolescente.

João Luiz de Souza
Conselheiro Tutelar
Bicas-MG